Varejo - Magazine Luíza

Transformação Digital na Magalu é mais do que digitalizar processos!

A transformação digital na Magalu tem a possibilidade de ser uma das mais poderosas ferramentas para combater a desigualdade no nosso país. De acordo com a própria varejista (Magazine Luíza).

Em um documento sobre os efeitos do terceiro trimestre de 2019 a Magazine Luíza afirmou que a entrada ao mundo digital pode empoderar microempreendedores e tornar seus negócios enxutos, flexíveis e eficientes.

“Fazer parte desse mundo permite que o mais humilde dos consumidores, das áreas mais remotas do país, possa contar com suplementos e condições comerciais hoje restritos ao topo do comércio dos grandes centros urbanos”, escreveu a grande companhia do varejo.

Foi usando esse propósito que a companhia registrou, nos últimos 3 meses de 2019, um lucro líquido de R$ 168 milhões. No ano todo, o valor foi de R$ 921, 8 milhões, mais de 54,3% superior em relação a 2018.

A Magazine Luiza é uma companhia de varejo de 1957, que começou como um negócio familiar. Hoje é uma das superiores empresas de varejo do Brasil e do mundo.

A transformação digital trabalhada pela Magalu pode vir a ser considerada como o seu principal diferencial. A empresa que nasceu e cresceu através do varejo tradicional apostou na inovação e na digitalização dos seus processos como fatores essenciais para o seu crescimento.

COMO COMEÇOU?

 

Em 2016, Frederico Trajano, sobrinho-neto do casal fundador da empresa, assumiu uma liderança em um momento excessivamente delicado. Ademais, a companhia apresentava resultados ruins. Isso por causa de um cenário de recessão da economia brasileira.

As mudanças do Magazine Luiza começaram quando Eduardo Galanternick, que já foi diretor de e-commerce da empresa, foi chamado de volta por Frederico Trajano. Com a finalidade de recuperar este crescimento e lançar início ao seu plano de transformação digital.

Dessa maneira, o programa de Frederico era audacioso: consistia em deixar de ser uma empresa por varejo tradicional, com apenas uma superfície digital, para se tornar um empreendimento digital de fato. Com espaços físicos e contato humano também.

Na mesma época, o valor de mercado da empresa estava avaliado em 396 milhões de reais. Assim, este cenário foi propício para mudanças na disciplina financeira, recuperação das vendas, e uma maior integração entre as lojas físicas e a plataforma online.

Transformacao Digital Magalu Galanternick
TRADICIONAL X DIGITAL? Nem sempre são estratégias excludentes.

Além, claro, da criação do um marketplace. Pontos estes que foram fundamentais na retomada da varejista.

 

INOVAR É CRESCER

 

O próprio Trajano disse que a inovação era o grande diferencial em momentos de crises. Assim sendo, diversas medidas foram tomadas para iniciar a transformação digital na Magalu. Principalmente buscando a modernização dos processos da empresa. Percebendo um novo modelo tendência no consumo de produtos.

Dessa forma, a estratégia do Galanternick incluía:

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O reforço da equipe comercial

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a mudança de processos por venda

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Gastos em marketing digital com focado em promoções

Para atingir seus objetivos, ele desenvolveu um programa baseado em 5 pilares de transformação digital:

Pilar 1:
Inclusão digital

Trazer os novos imigrantes digitais para este comércio eletrônico.

Pilar 2:
Digitalização de lojas física

Aumentar a qualidade e a experiência destes clientes com facilitação da tecnologia.

Pilar 3:
Multicanal

Conectar todos estes pontos do contato no comércio eletrônico.

Pilar 4:
Marketplace

Conectar, em uma plataforma, vendedores e compradores.

Pilar 5:
Cultura digital

Transpor o consumidor de tecnologia para ser consumidor de produtos.

A palavra de guerra passou a ser a inovação. O marketing digital passou por mudanças estratégicas, incluindo a mensuração de resultados. Que passou a ser produzida por meio do um modelo por atribuição. Visualizando o papel de cada envolvido nos pontos de venda.

Na sequência, a transformação digital na MagaLu passou para uma mensuração orientada a clientes. Através de uma plataforma de dados, os clientes são definidos usando os seus potenciais de compra, suas rentabilidades e relevâncias.

Consequentemente, esses clientes são organizados através de automatização, canais por vendas e listagem.

No entanto, tudo isso ainda investindo no offline. Já que a ideia é ser uma empresa usando o calor humano. Ações como patrocínios a eventos continuaram, para dar exposição à marca.

Eventos e Patrocínios durante a transformação digital da Magalu
Eventos e patrocínios permanecem como uma estratégia de aproximação e calor humano na Magalu.

Estratégia multicanal

Esta estratégia parte do princípio da compreensão de que é possível que os clientes estejam em múltiplos canais. Como redes sociais, lojas em linha, marketplace e as próprias lojas físicas.

Contudo, essa integração de diversos canais tem funcionado de forma diferente na transformação digital da Magalu.

A princípio, as plataformas digitais apoiam as lojas físicas. Mas, resumindo, na estratégia da varejista Magalu, as lojas físicas apoiam os meios digitais.

Estratégias online e offline na transformação digital da magalu
As estratégias offline e online da transformação digital da Magalu nem sempre são excludentes.

Dessa forma, o apoio acontece através do modelo de logística da Magazine Luíza. Ele é considerado único e inovador. A estratégia multicanal cria integração perfeita entre online e offline na MagaLu.

Assim sendo, é especialmente possível fazer a compra online e retirar em lojas físicas, como exemplo. Sua empresa já pensou nisso?

Em seguida, as lojas físicas passaram a ser chamadas de lojas virtuais. Elas possuem um espaço físico menor, sem estoque ou mostruário, com exceção dos celulares.

Essas lojas têm como objetivo de atender ao propósito de proporcionar ao consumidor um ambiente para exploração destes produtos em suas de áreas de experiência.

Assim, os vendedores da Magalu tornaram-se consultores. Eles utilizam recursos multimídia para criar toda a demonstração dos produtos.

 

Transformação Digital na casa da Magalu

 

Para a transformação digital ser completa e eficaz na Magalu, ela passou a progredir com a sua própria tecnologia.

Durante o ano de 2011 foi criado o LuizaLabs, com uma equipe inicial de 4 colaboradores. Esse laboratório seria responsável pelo projeto “Magazine Você”. Este projeto que permitia aos seus usuários criarem lojas digitais.

Afinal, as pessoas precisavam exclusivamente criar seu comércio eletrônico, e, posteriormente, divulgar. Dessa forma, ela ganhava comissões nas vendas, sendo a varejista responsável por regular toda a operação.

Atualmente, o LuizaLabs é encarregado por todos os departamentos de tecnologia e inovação na transformação digital da Magalu.

Luizalabs
A transformação digital da Magalu conta com mais de 800 colaboradores, que sustentam estratégias online e offline.

Hoje, com mais do que 800 colaboradores, a LuizaLabs é especialmente responsável por realizar transformações digitais não apenas no on-line, porém também no offline. Um exemplo disto é agilização da maneira em que os pagamentos são realizados nas lojas físicas.

Nesse caso, todos os vendedores usam um smartphone durante a compra. Que lhe permitem ir desde consultas pelo catálogo até mesmo a finalização da venda. Excluindo-se os pagamentos em dinheiros, claro 😊

Mas tudo isso feito por um único vendedor. Esse processo foi pensado com a finalidade de reduzir o tempo durante o processo de compra. Diminuindo filas.

Nesse sentido, a companhia passou por uma transformação com o desenvolvimento da digitalização de seus processos. Para isso, ela criou aplicativos, novas plataformas digitais para vendedores e clientes, e novas integrações de serviços usando redes sociais.

Por conseqüência, surgiu a Lu no meio disto tudo. A vendedora virtual que transformou a forma como os clientes enxergam a marca.

Transformação Digital e a vendedora virtual

Sem dúvida, a transformação digital na Magalu trouxe alguns resultados interessantes.

As conquistas de todas essas mudanças são visíveis. Em 2015, a empresa fechou o ano em negativo. No entanto, já pelo segundo trimestre por 2017, com a transformação digital da Magalu acontecendo, a companhia registrou um dos seus maiores lucros líquidos como resultado. Com um aumento do quase 600% em comparação usando este mesmo período em 2016, este resultado foi do R$72, 4 milhões.

Entre outras inovações da transformação digital da Magalu, estão, por exemplo:

  • lançamento do aplicativo do Magazine Luíza;
  • possibilidade por adquirir na plataforma digital e retirar na loja física;
  • um marketplace de que permite de que outras lojas vendam por meio da plataforma digital da Magazine Luíza.

 

Além de realizar a transformação digital das operações da Magalu, a companhia lançou, em 2017, o seu marketplace. Dessa forma, ela passou a também vender suplementos alimentares de outras companhias no seu site e no seu aplicativo.

Então, com a iniciativa a varejista passou a proporcionar uma alternativa para os pequenos empreendedores. Dessa maneira, eles podem expor seus suplementos em uma plataforma com enorme visibilidade no varejo.

Como resultado, mais de 50% das visitas no site da Magazine Luiza foram realizadas por smartphones, que geram mais de 30% de vendas on-line.

 

Novas estratégias da transformação digital na Magalu

 

Do pacto em realizar a transformação digital, a revolução digital da Magalu também abriu inúmeras possibilidades estratégicas. Dentre elas uma estratégia chinesa inspirou a varejista.

Claro que não há um modelo único para definição estratégica de qualquer empresa.

Sem dúvida que cabe a cada negócio entender suas características. E em seguida encontrar um caminho que seja mais factível e ajustado às possibilidades do seu mercado.

“Para descrever essas possibilidades e tentar lançar mais clareza à questão do posicionamento estratégico em ambientes digitais, usamos conceitos criados pelo ex-estrategista-chefe do Alibaba, Ming Zeng: ponto, linha e plano”, ressaltou a varejista no documento.

 

Ecossistemas digitais

 

Ao atualizar a literatura de Michael Porter, Zeng afirma que as companhias serão como ecossistemas digitais. Ou então, orbitarão estes ecossistemas digitais.

Ou em outras palavras, planos são como um ecossistema digital, contemplando vários setores.

No entanto, como o próprio Zeng diz, ser um plano pode não ser a realidade para a maioria das organizações. Isso por questão de vocação (ou a falta dela), escala ou capacidades.

Mas a boa notícia é que existe enorme valor em adotar os outros modelos de negócios.

Por exemplo, as linhas controlam uma cadeia específica. São exemplos disso os grandes vendedores de um marketplace. Ou ainda category killers de um determinado segmento.

Os pontos, por sua vez, são empresas super especializadas, que fornecem soluções para linhas e planos. Só para exemplificar, é o caso das companhias de adquirência que surgiram com as fintechs. E das empresas de courier, criadas para concorrer com os correios.

“Durante 18 anos, nós, do Magalu, montamos um bem-sucedido modelo estratégico do tipo linha. Nos tornamos uma companhia multicanal e lucrativa pelo ramo por bens duráveis. No entanto, em 2018, assumimos de que nosso formato nesse novo universo seria o do tipo plano. Passaríamos a ser um ecossistema, usando foco em varejo”, descreveu a companhia em seu relatório aos investidores.

A companhia afirma ter no seu DNA os princípios corporativos fundamentais para isso.

“Acreditamos pelo ganha-ganha (ou na colaboração). No protagonismo do cliente e nas relações formais e éticas. São princípios que, sob nossa opinião, são fundamentais para disparar escala ao e-commerce brasileiro”.

Assim como uma empresa do tipo “plano”, o objetivo da Magazine Luiza foi consolidar a inclusão digital de empreendedores e consumidores brasileiros.

 

Branding durante a transformação digital da Magalu

 

Nesse meio tempo, a empresa foi igualmente pioneira no estilo de administrar sua própria marca externamente. Conectando de maneira efetiva com o seu público, criando uma personagem virtual em 2003.

Enfim, essa personagem virtual assumiu as redes sociais como uma personalidade da varejista. Sobretudo humanizada, criativa e naturalmente bem humorada, a personagem Lu usa as redes sociais para publicar ofertas, novidades e conteúdos em geral para o seu público.

Confira o exemplo da interação da Lu entre os seus seguidores, para que um anúncio seja promovido. É impressionante!

Magalu no twitter 01
Magalu no twitter 02

Desse modo, era de se esperar um reflexo positivo no faturamento, não é mesmo?

Com o modelo de lojas físicas apenas, a Magazine Luiza demorou 43 anos para atingir seu primeiro bilhão de Reais. Contudo, com apenas 3 anos, a companhia conquistou R$ 3 bilhões com o seu marketplace.

 

Avante e Além

 

Em 2019, a companhia comprou a Netshoes por US$ 115 milhões. “Com a Netshoes não só entramos em duas classes de enorme potencial (artigos esportivos e moda). Dessa maneira ela incorporou uma das marcas ainda mais queridas do e-commerce brasileiro.

Em contrapartida, a Netshoes levou para a Magalu uma competente equipe de funcionários digitais e uma plataforma com 1. 000 vendedores, 4 milhões de clientes e 2, 5 bilhões de reais em Volume Bruto de Mercadorias (GMV)”, escreveu a Magazine Luiza.

 

Mas ela não parou aí. Em seguida a varejista ainda adquiriu a Época Cosméticos e a Estante Virtual.

 

O alvo é especialmente criar, futuramente, um super aplicativo. Semelhantemente ao WeChat da China, que integra serviços financeiros e outras funcionalidades em uma mesma plataforma.

 

Parcerias durante a transformação digital da Magalu

 

Durante o ano de 2001, a Magalu criou uma parceira com Itaú Unibanco, a empresa criou a financeira que oferece diversos produtos e serviços financeiros, incluindo cartão de crédito, abono pessoal, crédito consignado, crédito direto ao consumidor (CDC), etc….

Assim, a empresa atingiu números expressivos pelo faturamento do Cartão Luiza e na carteira de empréstimo total. E ainda logo depois, criou um plano de fidelização mais efetivo, oferecendo vantagens para estes clientes mais fiéis.

A Luizacred tem se tornado uma financeira mais frequentemente digital. De maneira que a aprovação por empréstimo é produzida pelos próprios vendedores, através de seus smartphones.

Então, em pouco tempo, eles estregam o cartão na hora, já liberado para usar no app do Cartão Luiza.

Novas parcerias na transformação digital da magalu
Fruto de uma parceria com o Itaú Unibanco, a LuizaCred é uma financeira da Magalu que oferece serviços financeiros.

Menos burocrática, e cada vez mais digitalizada, a Luizacred conquistou uma carteira de R$ 8 bilhões por reais. Tornando-se a maior financeira de cartão de crédito do país.

 

Resultados ágeis com a transformação digital da Magalu

 

Entre 2016 e 2019, o valor de ações da Magazine Luiza disparou. Valorizando-se mais de 4.500%! Sim, 4.500% de valorização de acordo com a base de dados Economatica.

Em apenas 3 anos, a MagaLu foi a que promoveu o maior retorno sobre o investimento entre as empresas listadas na bolsa. Tudo isso, logo depois da Magalu inciar seu processo de transformação digital.

Reflexo das ações da magalu na bolsa depois da transformação digital.
Valorização de mais de 4.500% entre 2016 e 2019. Fonte: Economatica.

“Queremos que nossos 25 milhões de clientes ativos saibam que encontrarão, em um único lugar, e de maneira legal e ética, tudo este que precisam ou desejam”, ressaltou a empresa.

Além da Magalu, outras grandes empresas estão assim também investindo em transformação digital. Certamente o movimento é inevitável para aqueles que querem se manter competitivos no mercado.

É provável que você queira aprender com quem já trilhou esse caminho, entender as oportunidades, e saber como se aproveitar a esse moderno cenário. Desse modo, converse conosco.

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